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De limāo a limonada: meio ambiente
 
Provavelmente, se o seu prefeito não foi, como o de Mariana, a Paris nestas duas últimas semanas, para assistir à Conferencia das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, você não deve ter acompanhado muito o que aconteceu por lá. Mas, o fato é que a conclusão da Conferência, chamada COP 21, que superou as expectativas  e concluiu bem, inclusive com a fundamental cooperação brasileira, vai afeta-lo em muito e, em especial, as próximas gerações.
 
Além de grandes temas, como reduzir a emissão de gases  na atmosfera, reduzir o incontrolável crescimento da temperatura, que está afetando o clima de forma inesperada, e o financiamento para os países mais pobres se ajustarem aos novos paradigmas de meio ambiente, ou seja de mudanças climáticas, há também ações que são mais facilmente compreensíveis para o cidadão comum. E mais: as pessoas se beneficiam mais e mais depressa dessas ações.
 
Além dos 156 governos que participaram da COP 21, houve um encontro de  autoridades locais organizado pelo ex-prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg. É ai que se discutiu mais uma vez como fazer dos desafios do meio  ambiente oportunidades de desenvolvimento. Nada de novo, já que existia a Agenda 21, que muitos prefeitos adotaram e logo esqueceram. Se incluirmos o cuidado com a água e as florestas nesses programas de preservação do meio-ambiente, podemos  ter de fato uma área nova de desenvolvimento dentro dos municípios.
 
E quais são os capítulos que,no nível local, além de uma legislação municipal não restritiva mas progressista, podem ajudar a desenvolver mais em vez de atrasar mais. Primeiro, deve ser tomada uma decisão estratégica pelos políticos regionais que querem o desenvolvimento sustentável. Dois, já nas próximas eleições há que apresentar ações concretas para a área. Três, fazer dos órgãos da prefeitura um exemplo de economia sustentável. Não é só introduzir a coleta de lixo e fazer mudança de empreiteiro de iluminação pública, mas implementar um programa de tratamento de lixo, que comece com a separação, já nas casas, usinas de tratamento, que podem gerar energia. Na área de iluminação pública, que hoje é de responsabilidade das prefeituras, deve-se mudar o sistema, não só por questão econômica, mas por ser melhor para o meio ambiente. Assim, aparecem sinais claros de mudança. Faça da sua cidade a cidade mais sustentável do planeta, que assim vai atrair novos investidores, e melhorar a qualidade da vida e trazer desenvolvimento.
Faça do limão limonada. Você pode.
 
STEFAN SALEJ
CONSULTOR INTERNACIONAL
EX PRESIDENTE DE SEBRAE MINAS E  DA FIEMG


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