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Da china e seus negócios
 
Quando os militares expulsaram em 3.de abril 1964.nove membros de delegação comercial chinesa foram necessários cincoenta anos para que Brasil reconhecesse o erro e anulasse a expulsão. Dos nove, cinco ainda estavam vivos para comemorar a justiça que mesmo tardiamente chegou. E ai dizem alguns especialistas que quando ha trinta e poucos anos Brasil restabeleceu relações diplomáticas com  Republica Popular da China, os chineses que foram expulsos voltaram. Se isso é verdade ou não, não se sabe. Mas a verdade é que como a visita desta semana do Primeiro Ministro da China Camarada LI, os chineses não voltaram. Simplesmente conquistaram Brasil.
 
Os 35 acordos assinados, ajuda maciça a Petrobras e projetos conjuntos com Eletrobrás nas linhas de transmissão de Usina de Belo Monte além de acordo de credito de 55 bilhões de dólares com Caixa Econômica Federal e mais e mais do que ninguém exatamente sabe ou viu, significam que no linguajar popular os chineses meteram a cunha na economia brasileira com tal força que parece ter sido um tsunami financeiro. A moda chinesa, claro. Cheio de sorrisos, boa vontade, negação de toda interferência e predominância e proclamando a quatro ventos que são antes e mais nada, parceiros.
 
A nossa relação com a China, como o destino de nossas exportações dos produtos primários, e a fonte dos produtos industrializados, se agregam agora os investimentos chineses no Brasil de tamanho, escala  e significado estratégico nunca antes visto na historia deste pais. Ou por ideologia, no final de contas são muitos neste governo que estudaram na mesma escola de marxismo que os lideres chineses, ou por pragmatismo, a equação econômica do  Brasil mudou. A soberania ficou amarela. O azul vermelho de bandeira norte americana foi substituído por vermelho com estrelas amarelas da China.
 
Como isso vai ficar, tem que esperar. Chineses tem seis mil anos de historia e não tem pressa. Mas, como é isso hoje em dia, é só perguntar em Buenos Aires onde preferem depois receberem generoso socorro  chinês, nem conversar sobre o assunto. Ou melhor ainda, na África.
 
A missão chinesa só esteve em Brasília. E Minas o que vai ter disso tudo? Mendes Jr. construiu  as usina hidroelétrica de Rio Amarelo ha algumas dezenas de anos atrás. Governador Eduardo Azeredo esteve lá com missão empresarial. Fiem teve as representação ha mais de 15 anos em Beijing. Para lá vai  nosso minério, soja e agora também carnes. Mas fora de vendas superfaturada de algumas minerações que trouxeram comissões grandiosas no governo passado, não temos alianças e nem investimentos chineses. Esta sendo um negocio da China para outros, para mineiros a conta paga com preço baixo de minério.
 
Stefan Salej 
Consultor Internacional e ex-Presidente da Fiemg
 


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